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“A Umbanda se organiza como um exército de luz: cada linha tem sua missão, e nenhuma é mais importante que a outra.”
— Mãe Maria de Ogum
Contexto histórico
As Sete Linhas foram ditadas na própria fundação da Umbanda, em 1908, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas — o espírito que se manifestou em Zélio Fernandino de Moraes e anunciou uma religião aberta a todos, inclusive às entidades rejeitadas por outras correntes espíritas da época (índios e pretos-velhos).
Roda das Linhas
As Sete Linhas
No centro, o axé maior; ao redor, as sete linhas originais ditadas em 1908.
Centro
Axé
Linha de Oxalá
Regência: Oxalá
Fé, criação e harmonia geral do terreiro.
Linha de Iemanjá
Regência: Iemanjá
Maternidade, geração e águas.
Linha de Ogum
Regência: Ogum
Demandas, caminhos, proteção e trabalho.
Linha de Iansã
Regência: Iansã
Ventos, transformação e coragem.
Linha de Xangô
Regência: Xangô
Justiça, lei e disciplina espiritual.
Linha de Oxóssi
Regência: Oxóssi
Cura pelas ervas, fartura e conhecimento.
Linha de Exu
Regência: Exus e Pombagiras
Guarda, proteção e equilíbrio entre os planos.
Além das sete originais
A maioria das casas de Umbanda hoje também organiza o trabalho da Linha das Almas (onde atuam os Pretos-Velhos) como uma linha própria de caridade — não estava nas sete originais, mas se tornou tão central na prática que hoje é tratada como parte essencial da estrutura de quase todo terreiro.
Nota da Mãe
“Perceba em qual linha você sente mais atração — pode ser uma pista sobre o seu caminho espiritual. Mas só a vivência num terreiro confirma isso de verdade.”
