Atlas

Módulo III

Linhas de Trabalho

Caminhos de luz, força e proteção

A Umbanda se organiza como um exército de luz: cada linha tem sua missão, e nenhuma é mais importante que a outra.

Mãe Maria de Ogum

Contexto histórico

As Sete Linhas foram ditadas na própria fundação da Umbanda, em 1908, através do Caboclo das Sete Encruzilhadas — o espírito que se manifestou em Zélio Fernandino de Moraes e anunciou uma religião aberta a todos, inclusive às entidades rejeitadas por outras correntes espíritas da época (índios e pretos-velhos).

Roda das Linhas

As Sete Linhas

No centro, o axé maior; ao redor, as sete linhas originais ditadas em 1908.

Centro

Axé

1
2
3
4
5
6
7
1

Linha de Oxalá

Regência: Oxalá

Fé, criação e harmonia geral do terreiro.

2

Linha de Iemanjá

Regência: Iemanjá

Maternidade, geração e águas.

3

Linha de Ogum

Regência: Ogum

Demandas, caminhos, proteção e trabalho.

4

Linha de Iansã

Regência: Iansã

Ventos, transformação e coragem.

5

Linha de Xangô

Regência: Xangô

Justiça, lei e disciplina espiritual.

6

Linha de Oxóssi

Regência: Oxóssi

Cura pelas ervas, fartura e conhecimento.

7

Linha de Exu

Regência: Exus e Pombagiras

Guarda, proteção e equilíbrio entre os planos.

Além das sete originais

A maioria das casas de Umbanda hoje também organiza o trabalho da Linha das Almas (onde atuam os Pretos-Velhos) como uma linha própria de caridade — não estava nas sete originais, mas se tornou tão central na prática que hoje é tratada como parte essencial da estrutura de quase todo terreiro.

Nota da Mãe

“Perceba em qual linha você sente mais atração — pode ser uma pista sobre o seu caminho espiritual. Mas só a vivência num terreiro confirma isso de verdade.”